• Luciana Stinieski

FERNANDO DE NORONHA

Atualizado: 30 de Mai de 2019



A categoria "lugares" vai estrear no blog com muita natureza: ilha paradisíaca, mar azul e vida marinha extraordinária. FERNANDO DE NORONHA é uma experiência mágica!

Essa viagem foi muito especial por dois motivos: 1. era um sonho; 2. foi lua de mel.

É caro pra c******, um dos destinos mais caros do Brasil, mas na minha opinião vale muito a pena se programar e visitar. Vou compartilhar minha experiência e algumas dicas pra quem tá pensando em conhecer. E quem já conhece... sempre é bom relembrar!

Fomos em 2016 e ficamos 7 dias. 10 teria sido melhor, apesar de ser uma ilha pequena não deu tempo de conhecer e aproveitar tudo que planejamos. Saímos de Porto Alegre dia 1 de março, início da baixa temporada em Noronha.

Foram três vôos de ida: POA > SP > Recife > FN. Antes de pousar já dá pra sentir uma energia diferente, todo mundo querendo ver a ilha pela janela do avião. Aí já me emocionei pela primeira vez.

Nos hospedamos na Pousada Pedras Secas, super confortável, o café da manhã e o chá da tarde são uma delícia! Curtimos nosso primeiro final de tarde em Noronha na Praia do Porto.

Optamos por não fazer o tradicional Ilhatur e alugamos um buggy. Aí fomos conhecendo as praias no nosso tempo...


Antes de chegar no Sancho (e na Baía dos Golfinhos) rola uma caminhada. Praticamente todo trajeto tem esse deck de madeira ecológica (plástico reciclado), é super tranquilo, bem plano.

Até que chegamos na famosa Praia do Sancho! Eu tinha uma expectativa muito grande em relação a ela e com certeza foi superada!


Praia do Sancho e Morro Dois Irmãos.


Praia do Sancho.

Pra chegar na beira da praia tem que descer umas escadas entre uma fenda nas pedras. Não curti muito a ideia, mas é bem mais fácil do que parece!

A Vila dos Remédios é o centro urbano e histórico da ilha. Lá estão a Igreja Nossa Senhora dos Remédios, as ruínas do Forte, o Memorial Noronhense e o Palácio São Miguel (Centro Administrativo).

DICAS:

* Fazer o BATISMO (mergulho de cilindro pra iniciantes): melhor experiência, imperdível!

Nós fizemos com a empresa Águas Claras e foi ótimo, mas existem outras opções. Ouvimos falar muito bem de um mergulho que é feito no Porto e passa pelo naufrágio que tem lá. Tem muita vida marinha e o custo é mais baixo.


Golfinhos rotadores que apareceram durante nosso mergulho.

* Passeio de barco: começa no Porto e passa por todas as praias do mar de dentro. Tem parada para snorkeling no Sancho e os golfinhos costumam aparecer, indispensável!

* Sardinha e fragatas: tem que ser rápido, elas já estão acostumadas e percebem que vão ganhar comida antes da gente levantar o braço! Pra conseguir a foto foram necessárias algumas tentativas...


Arriscando perder o dedo?!

* A Praia do Sueste foi onde mais vimos vida marinha, muitas tartarugas e até tubarão! Contratamos um guia pra nos acompanhar no mar, o que foi ótimo, provavelmente sozinhos não teríamos visto tanta diversidade de animais.


Tartaruga marinha no Sueste.


Tubarãozinho no Sueste.

* Para visitar a piscina natural do Atalaia precisa de agendamento prévio, sugiro fazer nos primeiros dias. Nós acabamos não conhecendo porque choveu no dia que marcamos e fecharam a visitação por falta de visibilidade. Aí não deu tempo de reagendar, não tinha mais data disponível. Ficou pra próxima!

Tínhamos contratado um guia pra fazer a trilha longa do Atalaia (é obrigatório ter acompanhamento) aí fomos com chuva mesmo! Nessa trilha tem outras duas piscinas e deu pra ver muuuitos peixes. Terminamos algumas horas depois na enseada da Caieira. A trilha requer certo esforço, tem que caminhar no barro, depois sobre pedras, tem alguns barrancos e é bem longa. Mas valeu, mesmo com tempo ruim foi lindo.

Nos dois casos é preciso levar snorkell e colete pra flutuar, este último é obrigatório, proibido pisar nos corais! Água e protetor são essenciais.


Início da trilha.


Uma das piscinas naturais no caminho da trilha.

* Valeu muito assistir algumas palestras na sede do Projeto Tamar. Entender um pouco sobre os animais que a gente vê é super válido. Eles informam sobre alguns eventos que vão ocorrer na ilha:

Lá a gente descobriu o real motivo da aproximação dos golfinhos dos barcos: os machos se aproximam para desviar a atenção das fêmeas e filhotes que ficam nadando mais afastados. Espertos, né?


Nós e os golfinhos rotadores.

* Transporte: nós andamos de buggy, taxi, ônibus, carona e a pé. Meu meio preferido foi o buggy, dá muito mais agilidade e independência para se locomover na ilha. Como o preço era alto - R$ 250 a diária + R$ 6 o litro da gasolina - decidimos alugar só em alguns dias.

* Restaurantes preferidos:

Mergulhão: tem uma vista linda da Praia do Porto. A comida é maravilhosa é dá pra fazer reserva pra curtir o pôr do sol.

Teju Açú: a pousada e o restaurante são muito bonitos, foi onde comi minha primeira lagosta, amei!!

Varanda: lugar simples e muito charmoso. Ótima comida!

Pousada Zé Maria: tentamos fazer reserva para o festival gastronômico e não tinha mais lugar, então jantamos em um dia normal. Comida muito boa, pedi frutos do mar e petit gateau de sobremesa.

O Pico: é restaurante, loja e barzinho. Comi risoto de funghi, tava ótimo!

Cacimba Bistrô: fica no centro histórico da ilha, na Vila do Remédios. Provei o risoto de camarão e recomendo!

* Se organizar para pagar a taxa de permanência e ingresso do PARNAMAR - Parque Nacional Marinho.

* Presentinhos: compramos algumas coisas bem legais na loja do restaurante O Pico e na loja do Tamar.

Levei algum tempo pra me conformar que precisava voltar para casa, difícil voltar pra realidade. Viajar pra Noronha é passar uns dias no paraíso mesmo. É claro que muitas coisas podem melhorar, mas a natureza é tão perfeita e vive com tanta harmonia que as coisas negativas passaram despercebidas pra nós. Enfim, é um lugar pra voltar, espero que em breve!

#viagem #fernandodenoronha #vidamarinha #natureza

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